O Tribunal de Apelação de Paris decidirá em 21 de maio de 2026 sobre o julgamento da Air France e da Airbus por homicídio culposo relacionado ao acidente do voo AF447, que ocorreu em 1º de junho de 2009. O trágico incidente resultou na morte de 228 pessoas, incluindo passageiros de 33 nacionalidades, entre eles 58 brasileiros. O acidente é considerado o mais grave da história da aviação francesa.
O voo, que partiu do Rio de Janeiro em direção a Paris, caiu no oceano Atlântico algumas horas após a decolagem, devido ao congelamento das sondas de velocidade Pitot em condições meteorológicas adversas. Em um julgamento anterior, as empresas foram absolvidas, mas o Ministério Público, que inicialmente solicitou a absolvição, alterou sua posição e agora pede a condenação, alegando falhas graves na operação e no treinamento das tripulações.
Uma eventual condenação, embora simbólica, pode impactar a reputação das empresas. A Air France e a Airbus negam qualquer responsabilidade penal, e, caso condenadas, enfrentariam multas limitadas a 225 mil euros, cerca de 1,4 milhão de reais. O desfecho do veredicto poderá influenciar debates sobre segurança na aviação e a responsabilidade das companhias aéreas em acidentes fatídicos.

