Vereadores visitam CORA e elogiam estrutura inédita no tratamento do câncer em Goiás

Fernanda Scano
Tempo: 5 min.
Vereadores Tatá Teixeira e Camila Rosa, de Aparecida de Goiânia e filiados ao União Brasil

Em um gesto simbólico de apoio à ampliação dos cuidados oncológicos no Estado, os vereadores Tatá Teixeira e Camila Rosa, ambos eleitos pela cidade de Aparecida de Goiânia e filiados ao União Brasil, realizaram hoje uma visita institucional ao CORA — Complexo Oncológico de Referência do Estado de Goiás. Recebidos por Rodrigo Matias de Oliveira (advogado do hospital), Rafael Amarante Capucho (Supervisor Administrativo) e Rafael Leandro de Mendonça (diretor-geral), os parlamentares conheceram de perto a estrutura e os primeiros resultados da unidade.

Um hospital-marco

O CORA, inaugurado em junho de 2025, é o primeiro hospital público estadual dedicado integralmente ao tratamento do câncer. A unidade representa um marco para Goiás e para toda a região Centro-Oeste, oferecendo desde o atendimento oncológico infantojuvenil até um projeto ambicioso para atendimento adulto — presentes 148 leitos, centro cirúrgico, pronto-atendimento 24 h, ambulatórios, quimioterapia, farmácia hospitalar, centro de imagem e reabilitação.

Entre os diferenciais técnicos, o hospital conta com recursos inéditos para a saúde pública estadual: ressonância magnética integrada ao centro cirúrgico — algo raro em hospitais públicos — e robôs de reabilitação para adultos e crianças. Há ainda preocupação com a humanização do atendimento, com suítes familiares e espaços de acolhimento para acompanhantes.

Gerido pela Fundação Pio XII — a mesma instituição responsável pelo tradicional Hospital de Amor, de Barretos (SP) — o CORA também tem papel de centro de ensino e pesquisa, com ênfase no diagnóstico precoce, capacitação profissional e inovação científica.

Números e resultados iniciais em menos de 6 meses

Embora relativamente novo, o CORA já demonstra impacto concreto. Segundo dados recentes, a unidade — desde sua abertura — acumulou mais de 3.200 atendimentos, cerca de 249 cirurgias, 213 sessões de quimioterapia, 2.530 consultas e 252 internações.

Esses resultados indicam que o hospital não apenas está operando, mas já ultrapassou expectativas iniciais, consolidando-se como alternativa viável e de qualidade para pacientes oncológicos que, muitas vezes, antes precisavam se deslocar para outros estados.

O que disseram os vereadores

Durante a visita, Tatá Teixeira destacou a excelência da estrutura e do equipamento: “Ver de perto essa qualidade e saber que tudo isso faz parte do serviço público de saúde me enche de esperança pelos goianos — crianças, jovens e adultos — que agora têm dignidade no tratamento”.

Camila Rosa reforçou o significado social e humano da obra: “O CORA é mais do que um prédio moderno — é garantia de acesso digno e especializado ao tratamento do câncer. Para muitas famílias, significa vida.”

Para os dois vereadores, a passagem por Aparecida de Goiânia e os debates locais sobre saúde pública ganham novos contornos: a experiência do CORA pode servir de inspiração para demandas de atenção oncológica e saúde especializada em municípios do entorno.

Olhando adiante: ampliação e suporte social

Ainda neste ano, o hospital planeja inaugurar novas áreas — que aguardam vistoria e autorizações de órgão fiscalizador — o que indica expansão dos serviços oferecidos. Segundo fontes ligadas ao CORA, está em construção uma “casa-apoio” para pacientes e acompanhantes, similar ao modelo do Instituto Ronald McDonald, bem como um espaço chamado “Casa dos Artistas”. O objetivo é oferecer suporte social, acolhimento e conforto durante o tratamento.

Para Tatá e Camila, essa ampliação reforça o caráter humanitário da iniciativa: “Esses espaços de apoio fazem toda a diferença para pacientes e famílias — não basta tratar a doença, é fundamental cuidar da dignidade, do acolhimento e do bem-estar.”

Um novo patamar para a saúde pública goiana

Com menos de seis meses de operação, o CORA já se firma como uma das mais significativas conquistas da saúde pública em Goiás. Sua estrutura moderna, os resultados iniciais promissores e o compromisso com a humanização e a pesquisa indicam que o hospital pode — de fato — transformar a rede de atendimento oncológico no Estado.

A visita dos vereadores de Aparecida de Goiânia evidencia também a importância de políticas públicas articuladas entre municípios, Estado e sociedade civil para garantir saúde, dignidade e esperança a quem enfrenta o câncer.

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