O Governo Central do Brasil anunciou um superávit primário de R$ 36,5 bilhões em outubro, conforme dados divulgados nesta quarta-feira (26) pelo Tesouro Nacional. Este resultado marca o quarto melhor desempenho para o mês desde 1997 e superou as previsões que apontavam um superávit de R$ 32,2 bilhões. Contudo, o acumulado do ano revela um déficit de R$ 63,7 bilhões, gerando preocupações em relação ao cumprimento da meta fiscal.
A arrecadação robusta, impulsionada pelo aumento do Imposto de Renda e do IOF, contribuiu significativamente para o resultado positivo de outubro. Entretanto, as despesas totais também cresceram, refletindo um aumento de 9,2% além da inflação, com ênfase em áreas críticas como saúde e previdência. A meta fiscal, que estabelece um déficit zero, permanece sob pressão, especialmente considerando a previsão de déficits adicionais nos próximos anos.
Diante deste cenário, o governo enfrenta o desafio de equilibrar suas contas enquanto lida com despesas extraordinárias e a previsão de um rombo em estatais. Para atender à meta fiscal, R$ 7,7 bilhões permanecem bloqueados no orçamento, com cortes adicionais sendo considerados devido à deterioração das contas. A situação fiscal do Brasil continua a exigir atenção cuidadosa e estratégias efetivas para evitar maiores déficits futuros.

