México intensifica esforços para localizar desaparecidos em cemitério

Sofia Castro
Tempo: 2 min.

Elizabeth Álvarez procura seu irmão, Víctor Manuel Álvarez, desde 2013. Recentemente, ela foi informada de que o corpo dele poderia estar em uma vala comum no Cemitério de Dolores, o maior do México, localizado na Cidade do México. Este novo projeto visa acelerar a identificação de desaparecidos, em meio a uma crescente crise forense que resultou em aproximadamente 120.000 pessoas desaparecidas no país.

A situação no México é alarmante, com um aumento significativo no número de desaparecimentos após 2006, quando o governo intensificou a luta contra os cartéis de drogas. As valas clandestinas se tornaram um método comum de ocultação de cadáveres, e agora as autoridades estão focando em valas comuns, onde muitos corpos foram enterrados devido a falhas administrativas. Nos primeiros dias de escavações, os peritos conseguiram recuperar fragmentos ósseos, embora o trabalho de identificação seja complexo e demore anos.

Esse esforço de busca não apenas busca trazer respostas para as famílias que perderam seus entes queridos, mas também destaca a necessidade urgente de reformas no sistema forense do México. Com cerca de 6.618 pessoas potencialmente identificáveis neste cemitério, as autoridades esperam que cada fragmento de osso recuperado possa ser um passo em direção à justiça. Apesar da dor e da incerteza, as famílias mantêm a esperança de que, mesmo pequenos vestígios, possam ajudar a trazer um fechamento necessário.

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