Caged abaixo do esperado mantém Selic inalterada, afirma Banco Central

Eduardo Mendonça
Tempo: 2 min.

Os resultados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) revelaram a criação de apenas 85.147 vagas formais em outubro, um número que preocupa e representa o pior desempenho para o mês desde o início das medições em 2020. O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, apontou que esses dados reforçam a necessidade de uma redução na taxa Selic, atualmente fixada em 15% ao ano, sugerindo que o governo deve agir para estimular o mercado de trabalho.

Apesar das pressões, Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, manteve a posição de que a política monetária não sofrerá alterações. Em um evento em São Paulo, ele destacou que não existem dados que justifiquem uma mudança na direção do Copom, enfatizando que, embora o Brasil esteja progredindo, o ritmo ainda não é satisfatório. Galípolo alertou que o crescimento econômico deve ser acompanhado de desenvolvimento estrutural, o que não está acontecendo atualmente.

O cenário econômico se torna ainda mais complexo com a expectativa de um embate entre o governo e o Congresso, enquanto o mercado de trabalho demonstra sinais de esfriamento. A pressão do ministro Marinho por uma mudança na Selic contrasta com a postura cautelosa do Banco Central, que parece focar em uma política monetária estável. Assim, o desfecho dessa situação pode influenciar o futuro econômico do Brasil, com a necessidade de um equilíbrio entre crescimento e desenvolvimento.

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