Na semana passada, uma decisão de um juiz federal considerou ilegal a implantação de mais de 2.000 tropas da Guarda Nacional em Washington, D.C., ordenada pela Administração Trump. A situação se agravou após um tiroteio que resultou na morte de um membro da Guarda e deixou outro em estado crítico, levando o presidente a determinar o envio de 500 tropas adicionais para a capital. Essa medida suscita debates sobre a legalidade do uso militar em operações de segurança interna.
O juiz destacou que a autoridade do presidente como comandante em chefe deve respeitar os limites legais, especialmente em um território como D.C., que é governado pelo Congresso. A decisão foi influenciada por uma ação judicial da cidade, que alegou violação de leis federais e locais ao empregar a Guarda Nacional para funções de policiamento sem solicitação das autoridades civis. Embora a Administração tenha apelado da decisão, a situação atual gera incertezas sobre o futuro da segurança em D.C.
Com a ordem do juiz suspensa até 11 de dezembro, as tropas permanecem na cidade enquanto a apelação avança. O secretário de Guerra anunciou a adição de mais tropas, mas a legalidade desse novo envio permanece questionável. O desdobramento dessa situação pode impactar significativamente as operações da Guarda Nacional e a dinâmica de segurança na capital dos Estados Unidos.

