O cenário do empreendedorismo brasileiro se apresenta desafiador, com a criação de 4,25 milhões de novas empresas em 2024, um recorde histórico. Entretanto, a maioria dessas iniciativas surge sem investidores e com restrito acesso a crédito, exigindo dos empreendedores uma disciplina rigorosa para a sobrevivência. Neste contexto, a escassez se torna um fator central que molda as decisões empresariais, tornando cada erro potencialmente fatal.
Os pequenos e microempreendedores representam 93,4% dos negócios no Brasil, mas enfrentam uma taxa de mortalidade alarmante, com 29% dos microempreendedores individuais fechando após cinco anos. Essa realidade revela que empreender sem capital não é uma exceção, mas uma norma, onde a necessidade de foco e disciplina é imposta. A pressão por resultados imediatos força os empreendedores a desenvolverem soluções que se sustentam desde o início, priorizando a validação do produto ou serviço junto ao cliente.
Em um ambiente de crédito limitado, a habilidade de perseverar e se adaptar se torna crucial. O verdadeiro sucesso não se mede pela velocidade de crescimento, mas pela capacidade de atravessar ciclos econômicos com saúde financeira. Assim, no Brasil, a verdadeira virtude do empreendedorismo reside na resiliência e na habilidade de se manter no mercado, mesmo em tempos de escassez.

