Em outubro, a Dívida Pública Federal (DPF) do Brasil cresceu 1,62%, atingindo R$ 8,253 trilhões, conforme divulgado pelo Tesouro Nacional em Brasília. Esse aumento se deve principalmente à emissão de títulos atrelados à taxa Selic, que tem atraído o interesse dos investidores em meio a um cenário econômico desafiador.
Além do crescimento total, a Dívida Pública Mobiliária interna (DPMFi) também registrou um aumento de 0,31%, passando de R$ 7,82 trilhões para R$ 7,948 trilhões. Com a taxa Selic em 15% ao ano, a apropriação de juros tem pressionado o endividamento do governo, levantando questões sobre a sustentabilidade fiscal e a capacidade do governo de administrar sua dívida.
Os desdobramentos desse aumento na dívida pública podem impactar a economia brasileira, especialmente em um contexto de instabilidade financeira. A participação de investidores estrangeiros na dívida já mostra um crescimento, indicando uma confiança mista na capacidade do governo em honrar seus compromissos. O cenário exige atenção dos gestores econômicos, já que a continuidade desse aumento pode levar a desafios mais profundos na gestão fiscal.

