A Operação Poço de Lobato, deflagrada pela Receita Federal em 27 de novembro de 2025, expôs um complexo esquema de sonegação fiscal e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, destacou que as fraudes resultam em prejuízos mensais de R$ 350 milhões, um valor que poderia ser utilizado na construção de um hospital de médio porte. A operação é um desdobramento da Operação Carbono Oculto, que já havia detectado a infiltração do crime organizado nesse mercado.
Em entrevista, Emerson Kapaz, do Instituto Combustível Legal (ICL), explicou que a refinaria alvo da investigação não realizava o processo de refinamento, optando por importar nafta e revendê-la como diesel e gasolina. Essa prática prejudica as empresas que operam legalmente, uma vez que não conseguem competir com os preços menores dos sonegadores, impactando a margem de lucro das distribuidoras, que varia entre 3% e 5%. A operação representa um avanço significativo na luta contra a sonegação no setor.
As implicações da operação são amplas, com a expectativa de que a ação traga mais empresas para o mercado formal de combustíveis, resultando em uma arrecadação aprimorada para Estados e União. Além disso, a atenção de investidores internacionais pode ser atraída, indicando uma melhora no ambiente de negócios. As autoridades esperam que esse processo contribua para um setor mais competitivo e transparente nos próximos anos.

