Em entrevista ao programa Capital Insights, o sócio da gestora de fundos Occam, Petrônio Cançado, afirmou que a taxa Selic de 15% deve impactar negativamente a atividade econômica até 2026. Embora não preveja uma crise de crédito iminente, ele alerta que a situação é desafiadora, especialmente para pequenas empresas, que enfrentam maiores dificuldades em acessar crédito.
Cançado estima que cortes na taxa de juros só devem ocorrer a partir de março de 2026, com a inflação projetada em pouco mais de 4,5%. Ele destaca que a credibilidade do Banco Central é essencial para a redução da Selic e que, apesar de um cenário econômico complicado, a recuperação pode ser vislumbrada, especialmente em comparação ao final de 2024.
O especialista também reconhece que o cenário fiscal do Brasil continua sendo um desafio, e a continuidade do interesse de investidores estrangeiros depende da política monetária dos Estados Unidos. A afirmação de Cançado é um sinal de que, apesar das dificuldades, há uma expectativa de melhora no ambiente econômico, com aposta em setores financeiros e de utilities para o futuro.

