O governo dos Estados Unidos decidiu encerrar a tradição de comemorar o Dia Mundial da Aids, que ocorre anualmente em 1º de dezembro desde 1988. De acordo com relatos, o Departamento de Estado instruiu seus funcionários e beneficiários de subsídios a não utilizarem fundos do governo para marcar ou promover a data publicamente. Essa mudança foi inicialmente reportada pela jornalista Emily Bass e confirmada por um e-mail obtido pelo New York Times.
A decisão de não comemorar oficialmente o Dia Mundial da Aids representa uma reviravolta notável na abordagem dos EUA em relação à conscientização sobre o HIV/Aids. Historicamente, a data tem sido um momento crucial para a educação e prevenção do HIV, com eventos apoiados pelo governo. Essa nova diretriz pode impactar negativamente organizações que dependem de apoio governamental para suas campanhas e atividades.
Especialistas e defensores dos direitos humanos expressam preocupação com as possíveis consequências dessa decisão, temendo que ela possa enfraquecer os esforços de combate ao HIV/Aids tanto nos Estados Unidos quanto internacionalmente. O papel dos EUA em financiar iniciativas de saúde pública tem sido significativo e a mudança pode ter implicações de longo alcance.

