A chanceler britânica, Rachel Reeves, defendeu o novo orçamento em resposta a críticas do Partido Conservador, que a acusou de aumentar impostos para financiar benefícios. Em uma declaração, Reeves destacou que 60% das famílias que se beneficiarão da remoção do limite de dois filhos estão atualmente empregadas, desafiando a narrativa de que o orçamento favoreceria apenas beneficiários. A polêmica emerge em um contexto de crescente pressão política sobre as políticas de bem-estar social do governo.
Reeves enfatizou que a remoção do limite de dois filhos é a medida mais cara do orçamento, mas necessária para evitar que crianças sejam punidas por políticas que as afetam negativamente. Ela argumentou que o custo social de manter famílias em alojamentos temporários é elevado, e essa situação gera um ciclo de pobreza que prejudica o futuro das crianças. Segundo a chanceler, investir na infância é fundamental para garantir um futuro mais produtivo e sustentável para toda a sociedade.
As tensões políticas em torno do orçamento refletem uma divisão mais ampla sobre como o Reino Unido deve abordar questões de bem-estar social. Reeves acredita que as mudanças propostas são um bom investimento, não apenas para as famílias, mas também para os contribuintes, ao reduzir despesas futuras com saúde e acomodação. A discussão sobre as prioridades orçamentárias e seu impacto nas famílias vulneráveis continuará a ser um tema central no debate político britânico.


