O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) anunciou que 11 Ararinhas-Azuis, que estavam soltas em Curaçá, na Bahia, testaram positivo para circovírus. O anúncio foi feito em 26 de novembro de 2025, após investigações que revelaram falhas nos protocolos de biossegurança no criadouro gerido pela BlueSky, que conta atualmente com 103 araras sob sua responsabilidade.
As vistorias realizadas em parceria com o INEMA e a Polícia Federal revelaram a falta de limpeza adequada nas instalações, além do uso inadequado de vestimentas pelos funcionários durante o manejo das aves. A coordenadora do ICMBio ressaltou que a não observância das normas de biossegurança pode ter contribuído para a disseminação do vírus, que é fatal para as aves. A multa de R$ 1,8 milhão imposta à BlueSky é uma medida para responsabilizar a empresa e reforçar a importância da conservação das espécies ameaçadas.
Atualmente, o ICMBio está realizando investigações detalhadas para identificar a origem do circovírus e separar as aves infectadas das saudáveis. A situação é crítica, pois a ararinha-azul, considerada extinta na natureza desde 2000, passou por um processo de reintrodução nos últimos anos. As medidas adotadas agora visam não apenas a saúde das araras, mas também a preservação da espécie e o sucesso das futuras reintroduções.

