Galípolo defende FGC para equilibrar mercado financeiro no Senado

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

Na última terça-feira, 25 de novembro de 2025, o presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, participou de uma audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado. Durante sua fala, ele abordou a relevância do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) ao apontar que muitas instituições financeiras gozam da condição de ‘too big to fail’, ou seja, são grandes demais para falir. Essa situação, segundo ele, cria uma assimetria no mercado, onde grandes bancos tendem a atrair mais investimentos devido à percepção de segurança dos depositantes.

Galípolo explicou que o FGC foi criado para proteger os depositantes de instituições menores que não têm a mesma proteção implícita. Ele enfatizou a importância do monitoramento constante do sistema financeiro, uma responsabilidade do Banco Central, para garantir que os ativos e as garantias estejam adequados. O presidente também observou que crises financeiras são parte da história econômica e que ajustes contínuos são necessários para lidar com os riscos emergentes.

O discurso de Galípolo ressalta a necessidade de um sistema financeiro mais equilibrado, onde todos os bancos, independentemente do seu tamanho, possam operar em condições justas. A função do FGC é, portanto, essencial para mitigar as desigualdades que surgem da percepção de segurança em relação às instituições maiores. O papel do Banco Central é fundamental para a supervisão e auditoria dos riscos envolvidos, garantindo a estabilidade do sistema como um todo.

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