Defesa de Bolsonaro pede prisão domiciliar humanitária ao STF

Bruno de Oliveira
Tempo: 2 min.

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro protocolou um pedido ao ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, solicitando a conversão de sua prisão preventiva em prisão domiciliar humanitária. Os advogados argumentam que não houve tentativa de fuga, e que a recente violação da tornozeleira eletrônica deve ser vista como um reflexo do estado de saúde comprometido de Bolsonaro, que está preso desde o dia 22 de novembro.

Os defensores sustentam que a confusão mental do ex-presidente é resultado da interação entre medicamentos prescritos para o tratamento de soluços incoercíveis, que foram administrados sem a devida supervisão médica. Além disso, ressaltam que a avaliação policial indica que a troca da tornozeleira foi realizada sem resistência, refutando a ideia de uma tentativa de rompimento. A defesa destaca que Bolsonaro possui comorbidades que exigem acompanhamento médico contínuo.

O Supremo Tribunal Federal está programado para avaliar a situação de Bolsonaro em sessão extraordinária nesta segunda-feira, 24 de novembro. A corte já havia rejeitado pedidos anteriores da defesa para reverter a condenação do ex-presidente, que enfrenta uma pena de 27 anos e três meses por corrupção. A decisão poderá impactar a execução das penas dos réus envolvidos na trama golpista nos próximos dias.

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