A prisão preventiva de Jair Bolsonaro, decretada no último sábado, 22, gerou um expressivo movimento nas redes sociais, com 448 mil menções registradas. O levantamento da Quaest Pesquisa e Consultoria, realizado até as 14h do mesmo dia, envolveu 128 mil usuários e alcançou um público estimado em 116 milhões de contas, destacando a importância deste evento no cenário político brasileiro.
O estudo compara a repercussão da prisão preventiva à do julgamento de Bolsonaro, ocorrido em setembro, que teve 726 mil menções. Durante o período de oito horas em que a prisão foi noticiada, a frequência de interações foi significativamente maior do que a verificada em outros eventos políticos relevantes, incluindo uma megaoperação policial no Rio de Janeiro, que obteve menor destaque nas redes.
Os dados levantados pela Quaest evidenciam a polarização em torno de Bolsonaro, com 42% das menções apresentando teor negativo à prisão e 35% favorável a ela. Essa situação sugere que a discussão em torno do ex-presidente continuará a ser um tema central no debate político nacional, especialmente com as implicações de sua prisão em um ano eleitoral.

