A prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, consumada em 23 de novembro de 2025, deixou o campo bolsonarista em um estado de desordem. A falta de articulação e a ausência de líderes claros resultaram em reações desarticuladas e notas inflamadas entre seus apoiadores, minando a capacidade de resposta aos eventos recentes.
Antes da detenção, a oposição havia se organizado em torno da proposta de anistia para os condenados pelo ataque de 8 de janeiro e uma pressão sobre o Supremo Tribunal Federal. No entanto, com a prisão efetiva de Bolsonaro, a narrativa perdeu força, e a mobilização política se mostrou frágil. A convocação para uma vigília no condomínio do ex-presidente, feita por um de seus filhos, acabou prejudicando o pedido de prisão domiciliar, causando um clima de incerteza no Congresso.
Neste cenário, o bolsonarismo se vê sem liderança e estratégia, com cada membro expressando suas opiniões de maneira isolada. A falta de coordenação e uma resposta clara da sociedade ao episódio serão decisivas para o futuro do movimento, especialmente com a pré-campanha de 2026 se aproximando. Se a reação popular for morna, fica difícil para os parlamentares adotarem posturas mais agressivas contra o STF.

