Indicação de Jorge Messias ao STF gera resistências no Senado

Camila Pires
Tempo: 2 min.

O advogado-geral da União, Jorge Messias, foi indicado para ocupar a vaga deixada por Luís Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal (STF). Sua nomeação ocorre em meio a um cenário político conturbado, onde governistas e opositores avaliam as chances de aprovação no Senado, onde Messias deve passar por uma sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e votação em plenário.

A recente recondução do procurador-geral da República, Paulo Gonet, por uma margem apertada de votos, levanta questões sobre o apoio que Messias poderá receber. A avaliação é que a presença do senador Paulo Paim (PT-RS) na votação de Gonet poderia limitar o teto de votos a favor de Messias a 46, o que, embora suficiente, exige intensas negociações entre aliados e adversários políticos antes da sabatina, que ainda não tem data marcada.

Além disso, a insatisfação de ministros do STF com a articulação política do governo, incluindo críticas ao líder do governo no Senado e à ministra de Relações Institucionais, complica ainda mais a situação. Essa dinâmica política reflete a fragilidade das relações entre o Executivo e o Legislativo, enquanto Messias se prepara para enfrentar o desafio de conquistar a confiança dos senadores e garantir sua aprovação para uma cadeira na mais alta Corte do país.

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