O ex-presidente Jair Bolsonaro, detido preventivamente pela Polícia Federal, compareceu a uma audiência de custódia neste domingo, 23 de novembro. A prisão foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que alegou risco de fuga e tentativa de violação da tornozeleira eletrônica do ex-presidente. Durante o procedimento, Bolsonaro afirmou ter experimentado um ‘surto’ e ‘paranoia’ em relação ao equipamento de rastreamento.
A audiência, realizada por videoconferência, não discutiu o mérito da prisão, mas avaliou se houve irregularidades no momento da detenção. O ex-presidente, que passou a noite em uma Sala de Estado na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, admitiu ter tentado danificar a tornozeleira, o que contribuiu para justificar a medida cautelar. A Primeira Turma do STF se reunirá para deliberar sobre a manutenção da prisão, com a decisão marcada para esta segunda-feira.
As implicações da audiência são significativas, visto que Bolsonaro enfrenta uma condenação de 27 anos e três meses por crimes contra a democracia. A possibilidade de manter a prisão preventiva levanta questões sobre a segurança do ex-presidente e seus direitos durante a detenção. Além disso, a defesa de Bolsonaro poderá apresentar novos recursos, mas a proximidade do fim do prazo recursal pode complicar sua situação jurídica, deixando-o na PF até que seja definido o cumprimento de sua pena.

