Neste sábado, 22 de novembro, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro, cancelando as visitas previamente autorizadas. A decisão foi fundamentada no risco de fuga, considerando que Bolsonaro tentara romper a tornozeleira eletrônica e convocara uma vigília em sua residência, o que levantou preocupações sobre sua segurança e a possibilidade de evasão.
As visitas ao ex-presidente estavam agendadas até o dia 11 de dezembro, incluindo a de figuras políticas como o governador de São Paulo. Agora, somente são permitidas as visitas de advogados e da equipe médica, enquanto novos pedidos para visitas devem ser submetidos ao STF. Essa mudança acentua a gravidade da situação legal de Bolsonaro, que enfrenta uma pena de 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado, ainda não executada.
Bolsonaro deverá participar de uma audiência de custódia no domingo, 23 de novembro, com uma sessão virtual do STF agendada para analisar a legalidade da prisão. A decisão de Moraes reflete uma postura rigorosa do judiciário em relação a figuras públicas envolvidas em controvérsias legais, e poderá ter consequências significativas para a dinâmica política no Brasil, à medida que o processo judicial avança.

