O ex-presidente Jair Bolsonaro foi preso nesse sábado em uma sala de 12 metros quadrados na Superintendência da Polícia Federal, localizada no Distrito Federal. Essa detenção foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, em decorrência do descumprimento de ordens judiciais. A reforma do local foi realizada para acomodar a prisão preventiva de Bolsonaro, que já havia cumprido parte de sua pena em prisão domiciliar desde agosto de 2025.
A sala onde Bolsonaro ficará detido apresenta características similares àquela ocupada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Curitiba. Com um banheiro privado, cama, escrivaninha e ar-condicionado, o espaço reflete as condições que a legislação brasileira prevê para autoridades com prerrogativas, como ex-presidentes, visando garantir dignidade e segurança aos detidos. Essa abordagem busca evitar riscos à integridade física dos presos, mesmo em situações de prisão preventiva.
Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe após as eleições de 2022, e sua nova detenção levanta questões sobre o tratamento de ex-presidentes no sistema penal brasileiro. O caso pode influenciar debates sobre as normas de encarceramento e as condições oferecidas a figuras políticas de destaque. O desdobramento da situação de Bolsonaro também pode impactar a percepção pública sobre a justiça e a política no Brasil.

