Durante a Cúpula de Líderes, realizada em 20 de novembro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva expressou preocupações sobre a ameaça à funcionalidade do G20 como uma plataforma de diálogo global. Em seu discurso, ele afirmou que é crucial preservar a capacidade do grupo de abordar questões prementes, especialmente em um contexto marcado por tensões internacionais e pela recente decisão do presidente dos Estados Unidos de não participar da reunião.
Lula lembrou que o G20 surgiu em resposta à crise financeira de 2008, destacando o papel do fórum na prevenção de um colapso econômico global. Entretanto, ele criticou a resposta da comunidade internacional, que, segundo ele, foi insuficiente e resultou em consequências que ainda persistem. O presidente ressaltou a necessidade urgente de abordar a desigualdade extrema, que representa uma ameaça à estabilidade econômica mundial.
O presidente brasileiro defendeu que o G20 deve promover iniciativas inovadoras, como a troca de dívida por desenvolvimento e a tributação dos super-ricos. Ele argumentou que, sem atender às necessidades dos países em desenvolvimento, a recuperação do equilíbrio global e a promoção de um crescimento sustentável se tornam inviáveis. Assim, a cooperação internacional e a reformulação das estratégias econômicas são fundamentais para enfrentar os desafios contemporâneos.

