O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou a prisão preventiva de Jair Bolsonaro, citando padrões de evasão entre aliados do ex-presidente. A decisão, proferida na manhã do último sábado, justifica essa medida com base em comportamentos que indicam risco de fuga, como o caso do deputado Alexandre Ramagem, que se encontra foragido após condenação. Moraes fundamenta que a necessidade de afastar Bolsonaro do regime domiciliar é urgente para a manutenção da ordem pública.
O despacho do ministro ressalta que a fuga de Ramagem, que utilizou uma rota clandestina, e a saída de Carla Zambelli para a Itália, ilustram uma estratégia coordenada de evasão entre os integrantes do núcleo bolsonarista. Além disso, Moraes menciona a convocação de Flávio Bolsonaro para uma vigília em frente à casa do pai, que poderia facilitar uma fuga. As ações demonstram uma tentativa de criar tumulto e dificultar a atuação das autoridades, reforçando a necessidade da prisão preventiva.
Com a decisão, Bolsonaro foi transferido para a Superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde permanecerá até que se definam os próximos passos sobre sua pena de 27 anos e 3 meses, imposta pelo Supremo. A jurisprudência do STF permite a prisão preventiva em casos de intenção de fuga, e Moraes afirma que há indícios graves de que Bolsonaro buscava escapar antes da execução definitiva de sua pena. A situação aponta para um desdobramento significativo na política e na justiça brasileira, refletindo o clima de tensão no entorno do ex-presidente.

