Em 2013, o fotógrafo Curran Hatleberg aceitou um convite para lecionar em Eureka, Califórnia, em busca de novas inspirações para seu trabalho. Ao chegar, ele se deparou com um cenário encantador e peculiar, que incluía um beco empoeirado repleto de margaridas e pessoas que se tornaram parte de sua rotina, permitindo-lhe capturar momentos autênticos em suas fotografias.
Durante sua permanência, Hatleberg dedicou-se ao ensino duas vezes por semana em uma faculdade comunitária, enquanto explorava a cidade nos dias restantes. Essa imersão não apenas o ajudou a conectar-se com a comunidade local, mas também o levou a desenvolver um novo corpo de trabalho, refletindo a beleza e as nuances do cotidiano em Eureka. A cidade se tornou um espaço criativo e inspirador, onde ele pôde focar integralmente em sua arte.
As implicações dessa experiência vão além da fotografia; Hatleberg demonstra como a convivência diária e a observação atenta podem transformar a prática artística. Sua jornada em Eureka ressalta a importância de se permitir o tempo e o espaço para a criação, mostrando que, muitas vezes, a beleza está escondida nos detalhes simples da vida. Essa reflexão pode inspirar outros artistas a buscar conexões profundas com os lugares que habitam.

