A rivalidade entre Londres e Moscovo, que remonta à era imperial, atingiu um novo patamar de tensão com a guerra na Ucrânia. Nos últimos anos, a Grã-Bretanha passou a ser vista como a vilã preferida pela Rússia, sendo acusada de conspirar para realizar ataques aéreos em bases russas e de ter envolvimento na explosão do gasoduto Nord Stream. Além disso, foi citada em ações terroristas dentro do território russo, incluindo um ataque brutal atribuído ao Estado Islâmico no ano passado.
As relações entre os dois países se deterioraram ainda mais com novas alegações feitas por autoridades russas, que afirmaram que a inteligência britânica tentou atrair pilotos russos a desertar para o Ocidente. Essa estratégia, segundo os russos, não teve êxito e só reforçou a narrativa de antagonismo. O clima de desconfiança se intensifica, refletindo um cenário geopolítico cada vez mais complexo.
Essas acusações indicam um desdobramento significativo nas relações internacionais, onde a Grã-Bretanha se vê no centro de um conflito que envolve não apenas questões de segurança, mas também a percepção pública na Rússia. Com a guerra na Ucrânia em andamento, a rivalidade entre Londres e Moscovo provavelmente continuará a se acirrar, com consequências potenciais para a estabilidade na Europa e além.


