O Supremo Tribunal Federal (STF) observou uma mudança notável em sua dinâmica interna, com os ministros Edson Fachin e Gilmar Mendes alinhando-se em um julgamento sobre a Lava Jato. Na ação que discute a imparcialidade do ex-juiz Sergio Moro, Mendes acompanhou Fachin ao votar contra um pedido que buscava anular a sentença de um ex-executivo da empreiteira Engevix, condenado a 19 anos de prisão. O caso foi julgado na Segunda Turma do tribunal na última sexta-feira, 14 de novembro de 2025.
Esse habeas corpus analisado envolveu Gerson Almada, cuja defesa alegou que Moro agiu com parcialidade durante o processo, comprometendo a legalidade da condenação. Fachin, que já havia negado o pedido anteriormente, sustentou que não houve quebra de imparcialidade e que os procedimentos seguidos estavam em conformidade com a legislação. Mendes, ao se alinhar a esse entendimento, trouxe um elemento de surpresa, uma vez que frequentemente se opunha a Fachin em questões semelhantes.
O julgamento ainda está em andamento e se estenderá até o dia 25 de novembro, com a participação de outros ministros. A decisão de Mendes pode indicar uma tendência de alinhamento entre os ministros em casos que envolvem a Lava Jato, o que poderá ter implicações significativas para a jurisprudência relacionada a essa operação. A expectativa agora recai sobre como essa nova dinâmica influenciará futuros julgamentos no STF.

