SindiTabaco critica Conicq e alerta sobre impactos na cadeia produtiva do tabaco

Bianca Almeida
Tempo: 2 min.

O Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) manifestou suas preocupações em relação à postura da delegação brasileira na 11ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco (COP 11), que ocorrerá em Genebra entre os dias 17 e 22 de novembro. O presidente da entidade, Valmor Thesing, ressaltou a incoerência entre o discurso da Conicq e as propostas do governo, o que gera incerteza na cadeia produtiva do tabaco.

Thesing criticou a falta de diálogo entre os representantes do setor e as autoridades, evidenciando que a narrativa oficial não reflete as reais intenções em proteger os produtores. Ele argumentou que a exclusão de representantes da cadeia produtiva das discussões em conferências anteriores prejudica a transparência e afeta diretamente a indústria. O dirigente ainda destacou as preocupações sobre a proposta de banimento de filtros em cigarros, que poderia abrir espaço para o mercado ilegal e impactar negativamente a produção legal.

Com a realização da COP 11 se aproximando, o SindiTabaco espera que as promessas de diálogo feitas pelo embaixador do Brasil em Genebra sejam cumpridas. A entidade reforça a importância do tabaco para a economia local e a necessidade de políticas públicas que respeitem a realidade dos produtores. O sindicato alerta que decisões unilaterais podem comprometer a renda e o desenvolvimento de milhares de famílias que dependem dessa cultura.

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