Galípolo defende o Banco Central em meio a pressões por juros mais baixos

Amanda Rocha
Tempo: 1 min.

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, respondeu às pressões do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que pede a redução das taxas de juros. Em declarações recentes, Galípolo afirmou que o Banco Central não pode ignorar os dados e que sua principal meta é a inflação de 3%, ressaltando que a instituição deve ser guiada por fatos concretos.

Apesar da alta das taxas de juros, Galípolo observou que isso não levou a uma queda significativa no crédito, mas sim a uma desaceleração. Ele argumentou que a estratégia do BC está funcionando, embora de maneira lenta, e que o risco de uma desaceleração mais acentuada diminuiu. O presidente também mencionou que a inadimplência das famílias está relacionada ao aumento dos custos do crédito, e que o BC busca facilitar o acesso a financiamentos mais acessíveis.

Galípolo classificou a relação com Haddad como amistosa e destacou o compromisso do Banco Central em atuar com transparência e responsabilidade. Ele acredita que o BC pode ajudar a criar condições para que as famílias tenham acesso a crédito de qualidade, com garantias simplificadas e custos reduzidos. O foco permanece na estabilização da economia e no cumprimento das metas inflacionárias estabelecidas.

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