Banco Central busca meta de inflação de 3%, afirma presidente Galípolo

Sofia Castro
Tempo: 2 min.

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, anunciou na quarta-feira, 12 de novembro de 2025, que o governo federal estabeleceu uma meta de inflação de 3% para ser perseguida pela autoridade monetária. Essa definição provém do Conselho Monetário Nacional (CMN), que inclui também o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet. Galípolo afirmou que a busca pela meta é um “comando legal” recebido pelo BC, destacando a importância de se manter a credibilidade da política monetária.

No contexto atual, Galípolo reconheceu que o Banco Central não cumpriu a meta de inflação em 2024 e que a inflação de 2025 não ficou dentro do intervalo permitido até o mês de novembro. Embora alguns economistas estejam projetando uma possível convergência à meta ainda em dezembro de 2025, a persistência de taxas reais de juros elevadas levanta questionamentos sobre a sustentabilidade dessa abordagem. A comunicação entre o BC e o governo federal tem estado sob intensa atenção, especialmente à luz das declarações de Haddad sobre a necessidade de reduzir a Selic.

As declarações de Galípolo refletem um cenário econômico desafiador, com pressões por parte do governo para que o Banco Central adote medidas mais agressivas para controlar a inflação. O futuro da política monetária permanecerá sob escrutínio, principalmente em relação à manutenção da Selic em 15% ao ano e as expectativas de possíveis mudanças em reuniões subsequentes. A dinâmica entre o governo e o BC será crucial para a estabilidade econômica e o cumprimento das metas estabelecidas.

Compartilhe esta notícia