Galípolo reafirma dependência de dados para decisões sobre juros no Brasil

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

Em sua primeira declaração pública após a recente decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), o presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, enfatizou que a autarquia não forneceu indicações sobre futuras alterações na taxa de juros. Durante a coletiva realizada em São Paulo, ele afirmou que qualquer tipo de comentário sobre o nível de juros é válido, mas destacou que a política monetária seguirá sempre pautada por dados concretos e a busca pela meta de inflação de 3%.

Galípolo também abordou as pressões por mudanças na taxa de juros, especialmente vindo de autoridades governamentais, como o ministro da Fazenda. Ele reiterou que o Banco Central deve respeitar seu mandato legal, que é o de controlar a inflação, e que não há espaço para interpretações errôneas sobre suas comunicações. A manutenção da taxa Selic em 15% ao ano reflete uma estratégia de cautela e responsabilidade em tempos de incerteza econômica.

Além disso, o presidente do BC mencionou que a política monetária, embora lenta, tem mostrado resultados positivos. Ele expressou preocupação com a desancoragem das expectativas de mercado em relação à inflação, um fator que requer vigilância constante por parte da diretoria. Galípolo concluiu que a análise rigorosa dos dados será essencial para garantir que o Brasil atinja suas metas econômicas, mesmo diante de um ambiente desafiador.

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