O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, manifestou sua preocupação com a proposta que equipara facções criminosas a grupos terroristas, alertando que isso representa um risco significativo à soberania do Brasil. Sua declaração ocorreu durante o Congresso Nacional do Ministério Público, em resposta ao relatório do PL Antifacção, que busca endurecer o combate ao crime organizado. Lewandowski enfatizou que a proposta poderia justificar intervenções de potências estrangeiras sob a justificativa de combater o crime.
Além de questões de soberania, o ministro também abordou as consequências econômicas dessa proposta, que poderia prejudicar a imagem do Brasil no cenário internacional. Lewandowski argumentou que a percepção de um país com organizações criminosas em seu território desestimularia investimentos externos. Ele criticou ainda a velocidade da tramitação do relatório, que foi produzido em um curto espaço de tempo e sem diálogo adequado com o Ministério da Justiça.
Os desdobramentos desse debate legislativo são significativos, pois a proposta está prevista para ser discutida novamente na Câmara dos Deputados. O governo busca um consenso entre as partes envolvidas antes da votação, e a nova versão do relatório promete restaurar o papel da Polícia Federal nas investigações, permitindo uma atuação cooperativa com as polícias estaduais. Assim, o futuro do projeto poderá impactar tanto a segurança pública quanto a confiança dos investidores no Brasil.

