Aliados do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, consideram que a nomeação de Guilherme Derrite como relator do projeto de lei antifacção fortalece uma possível candidatura presidencial de Tarcísio. A manobra de Hugo Motta, do Republicanos, ocorre em um contexto político desafiador, em que a popularidade do presidente Lula se mostrava crescente, fazendo com que Tarcísio indicasse um recuo na disputa pelo Palácio do Planalto.
Nos bastidores, informações sugerem que Tarcísio estaria disposto a concorrer, caso recebesse apoio de Jair Bolsonaro e as pesquisas indicassem viabilidade. A escolha de Derrite, que atua na área de segurança pública, é interpretada como uma oportunidade para Tarcísio se reposicionar no cenário nacional, especialmente abordando um tema de forte apelo popular: o combate às facções criminosas. Embora o projeto tenha origem no governo federal, a ação de Motta é vista como um gesto que pode ser explorado eleitoralmente.
Contudo, as repercussões dessa escolha já geram controvérsias. Críticas surgiram de aliados do presidente Lula, que acusam Derrite de comprometer a integridade do projeto ao associá-lo à Lei Antiterrorismo. A tensão entre os atores políticos indica que a disputa pela segurança pública poderá ser um tema central nas próximas eleições, refletindo as complexidades do cenário político atual.

