Cometa 3I/ATLAS revela segredos sobre o espaço após bilhões de anos

Bianca Almeida
Tempo: 2 min.

O cometa 3I/ATLAS, terceiro visitante interestelar identificado, foi descoberto em julho de 2025 e enfrenta uma nova perspectiva científica. Estudos indicam que sua superfície foi significativamente alterada por bilhões de anos de irradiação cósmica, resultando em uma crosta que não reflete seu material original. Essa descoberta desafia a visão de que esses cometas são relíquias imunes a modificações, levantando questões sobre o que realmente podemos aprender com eles.

A pesquisa, disponível em um servidor de pré-impressão, aponta que a camada externa do 3I/ATLAS, com 15 a 20 metros de espessura, não preserva mais os elementos de sua formação primordial. Em vez disso, sua nova composição é rica em dióxido de carbono e matéria orgânica alterada, frutos da intensa exposição a raios cósmicos galácticos. Esta mudança de paradigma pode impactar a forma como os cientistas abordam a análise de outros objetos interestelares, enfatizando os efeitos do ambiente espacial sobre suas superfícies.

A transformação do 3I/ATLAS instiga uma reavaliação na busca por informações sobre a origem da vida e a formação de planetas. Embora não se trate de uma cápsula do tempo intacta, as novas descobertas são fundamentais para entender os processos que moldam os corpos celestes ao longo do tempo. À medida que telescópios globais continuam a observar o cometa, a expectativa é de que novos dados possam revelar ainda mais sobre sua jornada e os desafios do espaço profundo.

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