O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, durante a 4ª Cúpula entre a União Europeia e a Comunidade de Estados Latino-Americanos e do Caribe, a escolha de uma mulher latino-americana como sucessora de António Guterres na liderança da Organização das Nações Unidas. O discurso foi realizado em Santa Marta, na Colômbia, no dia 9 de novembro, e enfatizou a importância dessa escolha para promover a igualdade de gênero. Lula argumentou que as mulheres, que representam mais da metade da população mundial, ainda não ocuparam o cargo máximo na ONU.
Durante sua fala, Lula destacou que tanto a América Latina quanto a Europa são pioneiras na promoção da igualdade de gênero. Ele ressaltou a necessidade de reconhecer e valorizar o trabalho não remunerado realizado por mulheres, que muitas vezes é invisibilizado. O presidente citou a importância de ter uma latino-americana na posição de secretária-geral, afirmando que esse é um passo necessário para a mudança na organização internacional.
Entre as potenciais candidatas para suceder Guterres em 2026, Lula mencionou a ex-presidente do Chile, Michelle Bachelet, e a ex-vice-presidente da Costa Rica, Rebeca Grynspan. Ambas possuem experiências relevantes em cargos dentro da ONU, o que as torna fortes concorrentes para a posição. A proposta de Lula não apenas destaca a necessidade de inclusão, mas também levanta questões sobre o papel das mulheres na liderança global.

