Eduardo Tagliaferro, ex-assessor do TSE, apresentou um pedido de suspeição contra o ministro Alexandre de Moraes ao presidente do STF, Edson Fachin, neste domingo (9/11). A defesa alega inimizade e cerceamento de defesa, destacando a negativa de um pedido para sustentação oral presencial em um julgamento virtual que teve início em 7 de novembro.
Os advogados de Tagliaferro, Paulo César Rodrigues de Faria e Filipe Rocha de Oliveira, argumentam que Moraes atua como ‘denunciado, vítima e juiz’ no processo. O pedido inclui a suspensão de todos os atos praticados pelo ministro e a redistribuição do caso a outro membro do STF. A defesa ressalta que o julgamento virtual prejudica o contraditório e a ampla defesa, elementos fundamentais do processo legal.
Enquanto isso, a Primeira Turma do STF já demonstra maioria para aceitar a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Tagliaferro, que enfrenta acusações sérias, como obstrução de investigações e tentativa de abolição da ordem democrática. O julgamento deve se estender até 14 de novembro, e os desdobramentos desse caso podem impactar significativamente a reputação e a carreira do ex-assessor.

