Os líderes mundiais encerraram sua participação na COP30 em Belém, onde alertaram sobre a lentidão no combate às mudanças climáticas. Agora, negociadores de quase 200 países se reunirão para discutir questões técnicas, incluindo formas de reduzir emissões e a estrutura de financiamento para ajudar na adaptação às mudanças climáticas. O desafio será encontrar um consenso que atenda tanto os interesses dos grandes produtores de combustíveis fósseis quanto dos pequenos estados insulares afetados pelo aumento do nível do mar.
Durante a COP30, o presidente do Brasil enfatizou a necessidade de um roteiro claro para reduzir a dependência de combustíveis fósseis. As negociações enfrentarão disputas sobre quais temas devem ser priorizados na agenda, com propostas divergentes entre países desenvolvidos e em desenvolvimento. O Brasil busca integrar questões financeiras nas discussões, visando uma decisão abrangente que evite impasses e promova ações efetivas contra as mudanças climáticas.
Os próximos dias serão decisivos, pois os delegados trabalharão para estabelecer metas mais ambiciosas e garantir financiamento para adaptação às mudanças climáticas. A pressão por um acordo abrangente será intensa, especialmente considerando os efeitos já visíveis das mudanças climáticas em várias regiões do mundo. A COP30 poderá redefinir a abordagem global em relação ao clima, mas o sucesso das negociações depende da disposição dos países em encontrar um meio-termo viável.

