Derrite propõe penas mais severas para facções, sem classificá-las como terrorismo

Jackelline Barbosa
Tempo: 2 min.

O deputado Guilherme Derrite, do Partido Progressista de São Paulo, propõe endurecer as penas para membros de facções criminosas, como o PCC e o CV, em sua nova proposta legislativa. Ele defende que o texto reconheça práticas dessas organizações que geram efeitos equivalentes ao terrorismo, visando eliminar benefícios como liberdade condicional e anistia. Derrite critica a falta de alinhamento do governo ao apresentar a proposta e destaca a necessidade de uma resposta efetiva à crescente violência nas cidades brasileiras.

Em sua abordagem, Derrite ressalta que não se trata de classificar facções como organizações terroristas, mas sim de reconhecer que suas ações, como o domínio territorial e ataques a forças de segurança, causam danos sociais e políticos graves. O parlamentar busca ampliar as qualificadoras e penas para esses crimes, com a intenção de aumentar a eficácia no combate ao crime organizado. Ele acredita que a proposta não só endurece a legislação, mas também busca garantir que os criminosos cumpram as penas já existentes, combatendo a impunidade.

As implicações da proposta são significativas, uma vez que busca fortalecer o sistema de justiça penal e responder à pressão popular por mais segurança. Derrite se compromete a dialogar com outros parlamentares para garantir apoio à sua proposta, que, segundo ele, é uma resposta técnica e necessária diante da atual crise de segurança. A discussão sobre a proposta deve ser acompanhada de perto, considerando as repercussões que poderá ter na política de segurança pública do Brasil.

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