Senado dos EUA rejeita controle sobre ações militares de Trump na Venezuela

Carlos Eduardo Silva
Tempo: 2 min.

Na quinta-feira, o Senado dos Estados Unidos votou contra uma resolução que buscava exigir que o presidente Donald Trump buscasse aprovação do Congresso para realizar ataques na Venezuela. O resultado foi de 49 a 51, com apenas dois senadores republicanos votando a favor da proposta, o que demonstra a divisão partidária em torno da questão militar. Essa decisão permite que Trump continue a aumentar sua presença militar na região sem supervisão legislativa.

A resolução foi rejeitada um mês após uma tentativa semelhante de interromper ataques a embarcações suspeitas de tráfico de drogas em águas internacionais, que também não obteve sucesso. A persistente falta de apoio bipartidário reflete a complexidade das ações militares dos EUA e a crescente tensão na Venezuela. A situação no país, marcada por uma crise humanitária e política, se torna um cenário complicado para a diplomacia americana.

Com essa recente votação, as implicações para a política externa dos EUA em relação à Venezuela permanecem amplas. A ausência de um controle legislativo pode permitir que Trump expanda suas operações militares sem restrições, levantando preocupações sobre a escalada do conflito na região. Especialistas alertam que essa abordagem pode exacerbar ainda mais a crise e afetar a estabilidade regional.

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