Luis Arce é expulso do MAS por desvio de verbas na Bolívia

Camila Pires
Tempo: 2 min.

O presidente da Bolívia, Luis Arce, foi expulso do Movimento ao Socialismo (MAS) nesta quinta-feira (6), após acusações de desvio de verbas. A direção do partido anunciou a decisão, destacando a falta de prestação de contas por parte de Arce. O economista, que completou 62 anos e assumiu a presidência em 2020, já havia enfrentado tensões com o ex-presidente Evo Morales, levando a uma disputa interna pelo controle do partido.

Durante seu mandato, Arce tornou-se uma figura central do MAS, mas sua gestão foi marcada por uma crise econômica severa e crescente impopularidade. Mesmo sendo o candidato natural para as eleições de 2025, ele optou por não buscar a reeleição, refletindo a desconfiança em sua liderança. As acusações de corrupção, somadas às dificuldades enfrentadas pelo país, como a escassez de dólares e combustíveis, contribuíram para sua saída do partido.

A expulsão de Arce ocorre em um contexto onde a esquerda boliviana perdeu o poder após 20 anos, evidenciando uma mudança significativa na dinâmica política do país. Embora a decisão não impacte imediatamente sua função como presidente, a situação aponta para um futuro incerto para Arce e para o MAS. A crise econômica e as denúncias de corrupção colocam em xeque a governança e a estabilidade política na Bolívia.

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