MPF defende investigação de Hugo Motta por contratação irregular

Bianca Almeida
Tempo: 1 min.

A ação contra Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados, investiga a contratação de Gabriela Pagidis como funcionária fantasma, que teria recebido mais de R$ 807 mil de salários entre 2017 e 2025. O Ministério Público Federal (MPF) argumenta pela continuidade da investigação, enquanto a Advocacia-Geral da União (AGU) acredita que a exoneração da funcionária extinguiu a necessidade do processo.

O MPF, através do procurador Harold Hoppe, defende que a exoneração não isenta o deputado de responsabilidades, ressaltando que os efeitos do ato administrativo devem ser considerados. O caso está sendo analisado no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), onde também foram levantadas suspeitas sobre outros funcionários fantasmas no gabinete de Motta.

Se comprovadas as irregularidades, o MPF busca o ressarcimento aos cofres públicos, o que pode abrir um precedente importante para a responsabilização de ações similares no âmbito público. A situação destaca a necessidade de maior transparência e fiscalização nas contratações de servidores públicos, especialmente em um cenário onde escândalos de corrupção têm sido recorrentes.

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