Um tufão devastador, conhecido como Kalmaegi, atingiu as Filipinas, resultando em pelo menos 114 mortes e 127 pessoas desaparecidas. A tragédia ocorreu em Cebu, onde a destruição se intensificou devido a enchentes, exacerbadas por corrupção em projetos de controle de inundações que deveriam ter mitigado os danos. O presidente Ferdinand Marcos Jr. declarou estado de calamidade nacional em resposta ao desastre.
A província de Cebu já enfrentava desafios após um terremoto de magnitude 6,9, e agora se vê em meio a críticas sobre a gestão de recursos públicos. A governadora local, que expressou frustração com a falta de infraestrutura adequada, destacou que bilhões de pesos destinados a projetos de controle de enchente foram mal geridos. A situação gerou um clamor por responsabilidade e protestos contra o governo, com a população exigindo ações concretas contra a corrupção.
Com a possibilidade de mais desastres naturais se aproximando, a insatisfação popular tende a aumentar, especialmente se as autoridades não tomarem medidas efetivas. A próxima manifestação, marcada para o final de novembro, pode sinalizar um aumento na pressão sobre o governo para lidar com os problemas de corrupção e a gestão ineficaz de recursos. O descontentamento da população pode levar a um movimento maior, semelhante a protestos históricos nas Filipinas.

