Justiça rejeita anulação da confissão de empresário em caso de homicídio

Bianca Almeida
Tempo: 2 min.

A Justiça de Belo Horizonte negou o pedido da defesa do empresário Renê da Silva Nogueira Júnior para anular sua confissão de homicídio, referente à morte do gari Laudemir Fernandes em 11 de agosto. A juíza Ana Carolina Rauen Lopes de Souza destacou que o acusado não tinha direito a acompanhamento jurídico durante o depoimento, uma vez que foi devidamente informado sobre seus direitos. O assassinato ocorreu em um embate de trânsito, onde Renê disparou contra Laudemir após uma discussão sobre a obstrução da via.

Na decisão, a magistrada também suspendeu o sigilo do processo e agendou audiências para ouvir testemunhas, marcadas para os dias 25 e 26 de novembro. A defesa de Renê argumentou que a confissão não deveria ser considerada válida, mas a juíza contrapunha que não havia provas de coação ou constrangimento que comprometessem a validade do depoimento. Assim, o caso segue em frente, avançando para a fase de instrução judicial.

O empresário enfrenta acusações de homicídio triplamente qualificado, porte ilegal de arma, ameaça e fraude processual. Laudemir, que trabalhava há quase oito anos na Localix Serviços Ambientais, deixou uma esposa e uma filha, e sua morte gerou comoção na comunidade. Com o andamento do processo, espera-se que novas informações surjam nas audiências programadas, impactando tanto a defesa quanto a acusação.

Compartilhe esta notícia