A Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) anunciou um lucro líquido de R$ 131 milhões no terceiro trimestre de 2025, revertendo os prejuízos acumulados no segundo trimestre. O resultado representa um aumento de 51% em relação ao mesmo período do ano anterior e foi impulsionado por um leve crescimento nas vendas de alumínio, que totalizaram 132 mil toneladas.
Apesar do lucro, o desempenho operacional da CBA, medido pelo EBITDA ajustado, caiu 43% em comparação ao ano passado, totalizando R$ 234 milhões. Essa queda levanta preocupações sobre os custos crescentes, que superaram a receita, impactando o desempenho financeiro da empresa. A receita líquida alcançou R$ 2,25 bilhões, um crescimento de 5% em relação ao ano anterior, mas ainda abaixo das expectativas do mercado.
Os analistas esperavam um EBITDA de R$ 248 milhões para o trimestre, o que reforça a necessidade de a CBA revisar suas estratégias operacionais. A companhia, que enfrenta especulações sobre uma possível venda, encerrou setembro com uma alavancagem financeira de 2,45 vezes, indicando uma pressão adicional sobre suas operações. O futuro da empresa dependerá de sua capacidade de equilibrar custos e receitas em um mercado desafiador.

