A Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) reportou um lucro líquido de R$ 131 milhões no terceiro trimestre de 2025, revertendo o prejuízo registrado entre abril e junho. Esse resultado representa um aumento de 51% em relação ao mesmo período do ano anterior, mas o Ebitda ajustado caiu 43%, somando R$ 234 milhões, apesar do crescimento de 24% em relação ao primeiro semestre do ano.
A receita líquida da empresa alcançou R$ 2,25 bilhões, com um crescimento de 5% em comparação ao terceiro trimestre de 2024. No entanto, os custos dos produtos vendidos também aumentaram, subindo 16% para R$ 2,05 bilhões, o que gerou preocupações entre analistas, que esperavam uma receita de R$ 2,19 bilhões. Além disso, a CBA vendeu 132 mil toneladas de alumínio, representando uma alta de 2% em relação ao ano anterior.
O desempenho financeiro da CBA levanta questões sobre sua alavancagem financeira, que se posicionou em 2,45 vezes. Com especulações sobre uma possível venda da empresa, o cenário atual exige cautela dos investidores, especialmente considerando que o Ebitda ficou abaixo das expectativas do mercado. O futuro da CBA dependerá de sua capacidade de equilibrar receita e custos em um ambiente econômico desafiador.

