Após os recentes massacres em El Fasher, os Emirados Árabes Unidos (EAU) reconheceram publicamente falhas em sua política em relação ao Sudão. O alto diplomata Anwar Gargash, em declarações feitas no Bahrein, ressaltou que o país e outros parceiros erraram ao não impor sanções aos líderes do golpe de 2021, que resultou na derrubada do governo civil transitório sudanês.
Este reconhecimento surge em meio a um crescente descontentamento internacional e danos reputacionais associados ao apoio dos EAU às Forças de Apoio Rápido, um grupo paramilitar do Sudão. Desde que capturaram El Fasher, as Forças têm sido acusadas de perpetrar massacres, intensificando a crise humanitária na região. O novo posicionamento dos EAU pode indicar uma mudança significativa em sua abordagem diplomática e militar em relação ao Sudão.
As implicações desse reconhecimento são amplas, pois podem levar a uma revisão das relações dos EAU com o Sudão e a comunidade internacional. A possibilidade de sanções e uma reavaliação do apoio ao governo sudanês são agora discutidas, o que pode influenciar a dinâmica política no país. O movimento dos EAU pode também sinalizar um desejo de alinhar suas políticas externas com as expectativas globais em relação a direitos humanos e governança democrática.

