A composição da Justiça brasileira é alarmantemente desproporcional, com apenas 13,6% dos magistrados se identificando como pretos ou pardos, enquanto mais da metade da população se reconhece nessas categorias. Os dados do Conselho Nacional de Justiça revelam que a maioria dos juízes ainda é branca e masculina, uma situação que perpetua a desigualdade no sistema judicial.
Essa falta de diversidade na magistratura pode levar a uma desconexão entre as decisões judiciais e as realidades enfrentadas por segmentos significativos da população. A sub-representação de grupos como indígenas, que somam menos de 0,2%, destaca ainda mais essa problemática, pois um Judiciário que não reflete a sociedade pode falhar em proteger aqueles que mais necessitam de respaldo legal.
Diante desse cenário, é crucial promover políticas que incentivem a inclusão e a diversidade no Judiciário. Somente com uma magistratura que represente a pluralidade da sociedade será possível garantir decisões mais justas e equitativas, alinhadas às necessidades de todos os cidadãos brasileiros.

