Miguel Ángel Bravo, um contador de 61 anos, foi agredido por criminosos durante um assalto em sua casa localizada em um bairro de classe média alta em Santiago, Chile. Este incidente, que ocorreu em plena luz do dia, ilustra a crescente inquietação da população chilena em relação à segurança pública, que se tornou a principal preocupação às vésperas das eleições presidenciais marcadas para o dia 16 de novembro. A situação de insegurança está alimentando a ascensão de candidatos de extrema direita, como José Antonio Kast, que se aproveitam do medo da população.
O Chile, embora seja uma das nações mais seguras da América Latina, enfrenta um aumento da criminalidade, especialmente em relação a sequestros e assaltos violentos. Segundo dados da Pesquisa Nacional Urbana de Segurança Cidadã, cerca de 87,5% dos chilenos percebem um crescimento da criminalidade em seu dia a dia. Essa sensação de insegurança tem levado muitos a expressarem nostalgia pelo regime de Pinochet, que é visto como uma figura que poderia restaurar a ordem em meio ao caos atual, refletindo uma falta de memória crítica nas novas gerações.
A figura de Pinochet e seu legado autoritário se tornaram centrais na discussão política, enquanto o candidato Kast promete medidas rigorosas para lidar com a criminalidade, incluindo a expulsão de imigrantes irregulares. A sociedade chilena vive um momento de polarização, onde o medo e a busca por segurança podem influenciar decisivamente o resultado das eleições. Este clima de tensão e insegurança requer uma reflexão profunda sobre as políticas de segurança e a memória histórica do país, que ainda reverbera nas narrativas contemporâneas.

