Atividade Física Diária Pode Retardar Avanço da Doença de Alzheimer

Camila Pires
Tempo: 1 min.

Uma pesquisa publicada na revista Nature Medicine destaca que a atividade física regular pode ajudar a retardar a progressão da doença de Alzheimer. O estudo, que envolveu quase 300 participantes com risco elevado, demonstrou que aqueles que caminhavam pelo menos 3.000 passos diariamente tiveram uma redução de até 54% no declínio cognitivo em comparação aos inativos.

Os cientistas utilizaram técnicas avançadas de imagem para monitorar a presença de placas de amiloide e tau no cérebro, que são indicadores da doença. Embora os níveis de amiloide não tenham mudado significativamente, a atividade física mostrou um impacto direto na acumulação de tau, refletindo em um desempenho cognitivo superior entre os mais ativos. Esses achados ressaltam a importância de integrar exercícios físicos como parte de uma estratégia preventiva contra a doença.

Apesar de não se tratar de uma cura para o Alzheimer, os pesquisadores enfatizam que até pequenas quantidades de atividade física podem beneficiar a saúde cerebral, especialmente para aqueles que são sedentários. As descobertas sugerem que, ao combinar exercícios com novos medicamentos anti-amiloide, é possível mitigar a progressão da doença, oferecendo esperança a muitos que vivem com risco elevado de demência.

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