Moraes mantém prisão de Braga Netto por risco de fuga

Fernanda Scano
Tempo: 2 min.

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, decidiu, nesta segunda-feira, 3 de novembro de 2025, manter a prisão do ex-ministro da Casa Civil, Walter Braga Netto. O general está preso desde 14 de dezembro de 2024, acusado de obstruir investigações sobre uma tentativa de golpe de Estado que visava impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Moraes fundamentou sua decisão no risco de fuga do réu, considerando a gravidade das acusações e a condenação já imposta.

Em sua decisão, Moraes destacou que Braga Netto foi condenado a 26 anos e 6 meses de prisão, além de ter que pagar R$ 30 milhões pelos danos causados durante os atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. O ministro observou que o histórico de condenações semelhantes, que resultaram em fugas, justifica a manutenção da prisão preventiva. O general é considerado um dos principais articuladores do plano que buscava desestabilizar a ordem democrática no país.

A defesa de Braga Netto, por sua vez, refutou a acusação de obstrução das investigações, contestando os fundamentos que levaram à prisão. A continuidade deste caso pode ter repercussões significativas no cenário político e judicial brasileiro, especialmente em relação a outros envolvidos nas tentativas de golpe. A decisão de Moraes também reflete uma postura rigorosa do Judiciário em relação a crimes contra a democracia.

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