Moraes mantém prisão de Braga Netto por risco de fuga em caso de golpe

Eduardo Mendonça
Tempo: 2 min.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta segunda-feira, 3 de novembro de 2025, manter a prisão do ex-ministro da Casa Civil, Walter Braga Netto. O general, que está detido desde 14 de dezembro de 2024, é acusado de obstruir investigações relacionadas à tentativa de golpe de Estado que visava impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Moraes destacou que Braga Netto foi condenado a 26 anos e 6 meses de prisão, além de ter que pagar R$ 30 milhões pelos danos causados em atos golpistas ocorridos em 8 de janeiro de 2023.

Na sua decisão, Moraes apontou o risco de fuga do general como uma das razões para a manutenção da prisão preventiva. Ele mencionou que essa situação é recorrente em casos semelhantes a partir das condenações relacionadas ao dia 8 de janeiro. A defesa de Braga Netto, por sua vez, nega que o ex-ministro tenha obstruído as investigações e busca reverter sua situação legal junto à Justiça.

As implicações dessa decisão são significativas, uma vez que o caso de Braga Netto está ligado a um dos episódios mais controversos da recente história política do Brasil. A manutenção da prisão pode influenciar o andamento das investigações e o processo judicial em curso. Além disso, destaca a postura rigorosa do STF em relação a crimes políticos e tentativas de desestabilização do governo.

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